TAREFAS DOMÉSTICAS DAS CRIANÇAS

Penso que todos concordamos que é importante que desde cedo, as crianças comecem a ajudar na realização das tarefas domésticas. Faz parte da educação para a vida. É importante porque aprendem a cuidar de si e das suas coisas e para além disso, aprendem a valorizar o trabalho das outras pessoas.

Claro que não se pode esperar que uma criança de 4 anos arrume e limpe o seu quarto, ou lave loiça e janelas, mas há certamente coisas que consegue fazer.

O Francisco com menos de dois anos já arrumava os brinquedos depois de brincar e ia-me dando as molas para me ajudar a estender a roupa. Nessa altura, qualquer tarefa que consigam realizar é motivo de entusiasmo e orgulho e por isso adoram fazer tudo o que lhes é pedido porque se sentem mais crescidos. Mas á medida que crescem e as tarefas deixam de ser um desafio, perdem o interesse e ou há birras para lhes fugir ou são realizadas em câmara lenta. Nesta fase, caí no erro de começar eu a arrumar os brinquedos, para garantir que o quarto ficaria arrumado antes do final do ano (não, não estávamos em Dezembro).

Agora sinto que chegou a hora de lhe atribuir algumas tarefas e de exigir o seu cumprimento de forma consistente.

Quais serão elas?

Para já, ocorrem-me estas:

– Arrumar os brinquedos depois de brincar.

– Por a loiça na bancada da cozinha depois de comer.

– Por a roupa para lavar no cesto da roupa suja.

– Tirar a roupa da máquina de lavar e ajudar a estender.

– Ajudar a arrumar a roupa.

– Ajudar a arrumar as compras.

 

Agora, como implementar isto?

Fazer das tarefas uma obrigação vai fazer com que haja uma maior resistência da parte dele pois vai parecer um castigo.

Arranjar recompensas semanais para quando as tarefas forem todas cumpridas também não me parece bem. Não quero que o Francisco cumpra as tarefas à espera de receber algo em troca mas sim, que o faça pelo simples gosto de ajudar os pais, percebendo que isso faz parte da vivência em família em que cada um contribui como sabe e pode para que tudo funcione o melhor possível. Não me parece possível que com 4 anos ele já consiga entender isto, mas lá chegaremos um dia.

Penso que para já o mais importante é fazer da realização destas tarefas momentos agradáveis e divertidos passados com os pais. Provavelmente vamos cantar muito e fazer concursos para ver quem é que consegue emparelhar mais pares de meias ou a que distância conseguimos lançar a roupa e acertar no cesto da roupa suja. Vamos agradecer-lhe e elogiá-lo por já ser capaz de nos ajudar, fazendo-o sentir-se orgulhoso e valorizado.

O que vos parece? Se têm mais ideias ou boas experiências, partilhem. Depois conto-vos como está a correr.

Prepara-te Francisquinho, que vais começar a ajudar os pais. Rápido, bons modos e cara alegre. Move it! Move it! Move it! Eheh.

 

PORQUE A FEIRA DO LIVRO ESTÁ A COMEÇAR…

Uma das minha paixões são os livros ilustrados e por isso cá em casa temos muitos. Já tinha uma vasta colecção antes de ser mãe. Nasceu o Francisco e eu comecei a ler-lhos muito cedo e o entusiasmo dele foi a “desculpa” perfeita para aumentar ainda mais a biblioteca. Agora, é a loucura! Ainda bem! 😉

Na feira do livro aproveito sempre para fazer umas comprinhas. Depois conto-vos quais foram as novas aquisições mas para já, deixo-vos duas sugestões.

São dois dos livros mais pedidos pelo Francisco na hora de dormir e eu também os adoro.

Ambos de autores portugueses que eu admiro e que generosamente já me ensinaram muito. A Elsa Serra tem um coração enorme e conta histórias como ninguém. O David Machado é um autor premiado e publicado internacionalmente de livros ilustrados e também de romances.

 

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No tempo em que os animais falavam, não chove há muito e os animais têm fome e sede. Como vão resolver este problema? Quem conseguirá salvá-los?

UNGALI é uma aventura surpreendente e cheia de magia.

Recomendo para maiores de 3 anos.

Elsa Serra escreveu, Carlota Flieg ilustrou. Que dupla!

 

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Um menino apaixonado por uma menina e um chapéu estranho. Ou será um pássaro?

PARECE UM PÁSSARO é uma história ternurenta e muito divertida.

David Machado escreveu e Gonçalo Viana ilustrou.

Recomendo para maiores de 4 anos.

 

Divirtam-se e boas leituras.

E QUE TAL MATARMOS AS NOSSAS VACAS?

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Há uns tempos, li um livro de Camilo Cruz,  La Vaca – Una metáfora sobre cómo vencer el conformismo y la mediocridad.

Eu chamo-lhe a história da vaca. Nesta história há um homem sábio que para ensinar a um jovem, o porquê de tanta gente viver conformada com uma vida medíocre o leva a conhecer uma família extremamente pobre. Esta família, que vivia numa barraca minúscula sem as mínimas condições de habitabilidade, tem como único bem material uma vaca magricela que com o leite que produzia era fonte de algum alimento nutritivo. Os dois homens passaram a noite com aquela família e no dia seguinte antes de partirem, enquanto todos dormiam, o homem sábio mata a vaca. O jovem, incrédulo e em lágrimas pensa que o homem é louco e cruel. Porém, um ano depois, voltam aquele lugar e encontram uma boa casa em vez da tal barraca e a família com melhores condições financeiras. O que se passou foi que depois do desespero inicial por terem perdido a vaca, perceberam que podiam sobreviver a semear vegetais. Pouco tempo depois já os tinham em quantidade suficiente para vender no mercado da cidade e assim ganhar o dinheiro que lhes permitiu construir uma casa confortável.

 

 Que me perdoem os defensores dos animais por esta história da vaca. Antes que comecem na vossa luta e me chamem nomes, lembro que se trata de uma metáfora e nada mais do que isso. Eu gosto muito de vaquinhas. São bem simpáticas e garanto que as prefiro no pasto do que no prato. Não se zanguem comigo.

Por vaca, entenda-se, todas as desculpas, crenças e medos que nos impedem de avançar na direcção dos nossos sonhos.

VAMOS MATAR AS NOSSAS VACAS? VAMOS? VAMOS?

Hoje enchi-me de mim

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Completo hoje 39 anos, o que quer dizer que começo hoje a viver o meu quadragésimo ano.

É um dia excelente para pensar na vidinha. Não na que já vivi, que a essa não posso mudar nada, mas na que está para vir.

Hoje, na hora do almoço, fui até à praia. Estava um sol fantástico. Primeiro senti alguma inércia, apetecia-me ficar ali parada só a olhar para o mar e a respirar fundo, mas depois sacudi-a para longe, descalcei-me e fui molhar os pés. Sacudir a inércia é sempre boa ideia.

Molhar os pés no mar fez-me sentir viva como não me sentia há algum tempo. Não, não tenho andado triste nem deprimida, não é nada disso mas na verdade, na correria que é o meu dia-a-dia e com a quantidade de papeis que desempenho, no trabalho e na família, que me absorvem tanto e que tantas vezes me esgotam a energia, passam por vezes muitos dias sem que eu tenha oportunidade para parar e ser apenas EU, sem papéis a desempenhar nem funções a cumprir para além de respirar e ser EU. Hoje, quando molhei os pés no mar, senti-me apenas EU. Esvaziei-me de tudo o resto e enchi-me apenas de mim.

Estar em contacto mais próximo com a Natureza é importante para mim, para me manter com energia e me manter ligada à minha essência. Não sentem o mesmo? Eu já sei disto há muito tempo,  mas pelos vistos estou constantemente a esquece-me. Agora que escrevi pode ser que não volte a esquecer-me.

Para ser MESMO sincera, o que me apeteceu hoje, foi pegar na prancha de um dos rapazinhos que estava por lá a apanhar umas ondas e atirar-me a elas como se não houvesse amanhã. Quem sabe um dia! Ehehe!  Juro que se acontecer não vos escondo nadinha para nos podemos todos rir um bocado 😀 Seja como for, na vidinha que está para vir, vou passar mais tempo em contacto com a Natureza.

À boa gente que me lê e que tenha ideias de actividades na Natureza para fazer com os miúdos, aceito sugestões.

OLÁ

Ando há uns tempos a preparar-me para começar este blogue.

Não tinha pensado começar hoje, mas de repente apeteceu-me.

Faço anos hoje e parece-me giro ter um blogue que faz anos no mesmo dia que eu.

Assim, cá estamos, eu e o meu blogue. 😀

Parabéns para nós 😉 .

SOBRE MIM

Sou Maria, passo a vida a cantarolar e a minha paixão é contar histórias. Sou portanto uma  Maria Contarolante.

Chamo-me Maria João, sou alentejana de Beja. Casei com o Bruno e temos dois filhos, o Francisco e o Manuel. Vivemos em Lisboa.

Sou uma sonhadora incurável e é assim que sou feliz. Há constantemente novos projectos a desassossegarem-me. Quero ser hoje, melhor do que fui ontem. Sou uma mulher de afetos.

Leio, escrevo e conto histórias. É assim que me encontro.

Neste blogue, falo de coisas que me encantam, que me enchem o coração e me fazem feliz.

Falo principalmente de livros para crianças, mas sempre que me apetecer divagar e falar de qualquer outra coisa, fá-lo-ei.

Sempre que faço uma sugestão, de um livros ou de qualquer outra coisa é porque me encanta mesmo, porque me proporcionou bons momentos, porque considero que é mesmo bom. Nunca o farei apenas porque me pediram ou porque me pagaram para tal.

Falarei de coração aberto e contarolarei.