PORQUE A FEIRA DO LIVRO ESTÁ A COMEÇAR…

Uma das minha paixões são os livros ilustrados e por isso cá em casa temos muitos. Já tinha uma vasta colecção antes de ser mãe. Nasceu o Francisco e eu comecei a ler-lhos muito cedo e o entusiasmo dele foi a “desculpa” perfeita para aumentar ainda mais a biblioteca. Agora, é a loucura! Ainda bem! 😉

Na feira do livro aproveito sempre para fazer umas comprinhas. Depois conto-vos quais foram as novas aquisições mas para já, deixo-vos duas sugestões.

São dois dos livros mais pedidos pelo Francisco na hora de dormir e eu também os adoro.

Ambos de autores portugueses que eu admiro e que generosamente já me ensinaram muito. A Elsa Serra tem um coração enorme e conta histórias como ninguém. O David Machado é um autor premiado e publicado internacionalmente de livros ilustrados e também de romances.

 

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No tempo em que os animais falavam, não chove há muito e os animais têm fome e sede. Como vão resolver este problema? Quem conseguirá salvá-los?

UNGALI é uma aventura surpreendente e cheia de magia.

Recomendo para maiores de 3 anos.

Elsa Serra escreveu, Carlota Flieg ilustrou. Que dupla!

 

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Um menino apaixonado por uma menina e um chapéu estranho. Ou será um pássaro?

PARECE UM PÁSSARO é uma história ternurenta e muito divertida.

David Machado escreveu e Gonçalo Viana ilustrou.

Recomendo para maiores de 4 anos.

 

Divirtam-se e boas leituras.

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E QUE TAL MATARMOS AS NOSSAS VACAS?

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Há uns tempos, li um livro de Camilo Cruz,  La Vaca – Una metáfora sobre cómo vencer el conformismo y la mediocridad.

Eu chamo-lhe a história da vaca. Nesta história há um homem sábio que para ensinar a um jovem, o porquê de tanta gente viver conformada com uma vida medíocre o leva a conhecer uma família extremamente pobre. Esta família, que vivia numa barraca minúscula sem as mínimas condições de habitabilidade, tem como único bem material uma vaca magricela que com o leite que produzia era fonte de algum alimento nutritivo. Os dois homens passaram a noite com aquela família e no dia seguinte antes de partirem, enquanto todos dormiam, o homem sábio mata a vaca. O jovem, incrédulo e em lágrimas pensa que o homem é louco e cruel. Porém, um ano depois, voltam aquele lugar e encontram uma boa casa em vez da tal barraca e a família com melhores condições financeiras. O que se passou foi que depois do desespero inicial por terem perdido a vaca, perceberam que podiam sobreviver a semear vegetais. Pouco tempo depois já os tinham em quantidade suficiente para vender no mercado da cidade e assim ganhar o dinheiro que lhes permitiu construir uma casa confortável.

 

 Que me perdoem os defensores dos animais por esta história da vaca. Antes que comecem na vossa luta e me chamem nomes, lembro que se trata de uma metáfora e nada mais do que isso. Eu gosto muito de vaquinhas. São bem simpáticas e garanto que as prefiro no pasto do que no prato. Não se zanguem comigo.

Por vaca, entenda-se, todas as desculpas, crenças e medos que nos impedem de avançar na direcção dos nossos sonhos.

VAMOS MATAR AS NOSSAS VACAS? VAMOS? VAMOS?

Hoje enchi-me de mim

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Completo hoje 39 anos, o que quer dizer que começo hoje a viver o meu quadragésimo ano.

É um dia excelente para pensar na vidinha. Não na que já vivi, que a essa não posso mudar nada, mas na que está para vir.

Hoje, na hora do almoço, fui até à praia. Estava um sol fantástico. Primeiro senti alguma inércia, apetecia-me ficar ali parada só a olhar para o mar e a respirar fundo, mas depois sacudi-a para longe, descalcei-me e fui molhar os pés. Sacudir a inércia é sempre boa ideia.

Molhar os pés no mar fez-me sentir viva como não me sentia há algum tempo. Não, não tenho andado triste nem deprimida, não é nada disso mas na verdade, na correria que é o meu dia-a-dia e com a quantidade de papeis que desempenho, no trabalho e na família, que me absorvem tanto e que tantas vezes me esgotam a energia, passam por vezes muitos dias sem que eu tenha oportunidade para parar e ser apenas EU, sem papéis a desempenhar nem funções a cumprir para além de respirar e ser EU. Hoje, quando molhei os pés no mar, senti-me apenas EU. Esvaziei-me de tudo o resto e enchi-me apenas de mim.

Estar em contacto mais próximo com a Natureza é importante para mim, para me manter com energia e me manter ligada à minha essência. Não sentem o mesmo? Eu já sei disto há muito tempo,  mas pelos vistos estou constantemente a esquece-me. Agora que escrevi pode ser que não volte a esquecer-me.

Para ser MESMO sincera, o que me apeteceu hoje, foi pegar na prancha de um dos rapazinhos que estava por lá a apanhar umas ondas e atirar-me a elas como se não houvesse amanhã. Quem sabe um dia! Ehehe!  Juro que se acontecer não vos escondo nadinha para nos podemos todos rir um bocado 😀 Seja como for, na vidinha que está para vir, vou passar mais tempo em contacto com a Natureza.

À boa gente que me lê e que tenha ideias de actividades na Natureza para fazer com os miúdos, aceito sugestões.

OLÁ

Ando há uns tempos a preparar-me para começar este blogue.

Não tinha pensado começar hoje, mas de repente apeteceu-me.

Faço anos hoje e parece-me giro ter um blogue que faz anos no mesmo dia que eu.

Assim, cá estamos, eu e o meu blogue. 😀

Parabéns para nós 😉 .

SOBRE MIM

Sou Maria, passo a vida a cantarolar e a minha paixão é contar histórias. Sou portanto uma  Maria Contarolante.

Chamo-me Maria João, sou alentejana de Beja. Casei com o Bruno e temos dois filhos, o Francisco e o Manuel. Vivemos em Lisboa.

Sou uma sonhadora incurável e é assim que sou feliz. Há constantemente novos projectos a desassossegarem-me. Quero ser hoje, melhor do que fui ontem. Sou uma mulher de afetos.

Leio, escrevo e conto histórias. É assim que me encontro.

Neste blogue, falo de coisas que me encantam, que me enchem o coração e me fazem feliz.

Falo principalmente de livros para crianças, mas sempre que me apetecer divagar e falar de qualquer outra coisa, fá-lo-ei.

Sempre que faço uma sugestão, de um livros ou de qualquer outra coisa é porque me encanta mesmo, porque me proporcionou bons momentos, porque considero que é mesmo bom. Nunca o farei apenas porque me pediram ou porque me pagaram para tal.

Falarei de coração aberto e contarolarei.