O MONSTRO DAS CORES

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É uma história muito simples que ajuda os miúdos a organizar e a expressar as emoções sem dramas. Explica as emoções através das cores. O personagem principal é um monstrinho amoroso que muda de cor consoante o que está a sentir.

Li este livro na turma do Francisco quando eles tinham 4 anos e eles reagiram super bem. No final cada um desenhou o seu monstro das cores e usou as cores correspondentes às emoções que estava a sentir.

Recomendo para maiores de 3 anos.

Escrito e ilustrado por Anna Llenas.

Editora: Nuvem das Letras

 

Deixo mais uma sugestão, mas desta vez de um jogo. Foi o jogo que usei com a turma do Francisco para eles desenharem os seus monstrinhos. Chama-se ARTIST’IK e é da DJECO.

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ARTIST’IK

A partir de uma forma, as crianças podem desenhar personagens hilariantes juntando, segundo o lançamento de um dado , olhos, braços, orelhas…

Desenvolvem o seu sentido artístico, trabalham a motricidade fina e ainda desenvolvem as suas competências matemáticas.

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TANTO TANTO E MUITO MAIS

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TANTO TANTO

Este livro está esgotado há já algum tempo. Mas é tão maravilhoso que eu não podia deixar de falar nele. Seja como for, existe nas bibliotecas, podem requisitar. Espera-se nova edição.

Enquanto uma família divertida se reúne para uma festa surpresa,  todos querem dar TANTOS abraços, TANTOS mimos, TANTOS beijinhos, TANTO amor ao bebé. Toda a famíla o ama TANTO. Uma história ritmada, amorosa e feliz de encher o coração TANTO TANTO.

Recomendo para maiores de 2 anos.

Escrito por Trish Cook e ilustrado por Helen Oxenbury.

Editora: Gatafunho

 

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O NABO GIGANTE

Há um nabo gigante na horta. Quantos serão necessários para o arrancar da terra? Quem conseguirá dar o puxão decisivo? Uma história muito simples e divertida que permite fazer contagens e brincar com os números. Os mais novos adoram.

Recomendo para maiores de 2 anos.

Alexis Tolstoi escreveu e Niamh Sharkey ilustrou.

Editora: Livros Horizonte

 

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CONVERSA DE ELEFANTES

Era uma vez dois elefantes – um muito pequenino e outro muito grande e muito carrancudo que nunca fala com ninguém e de quem ninguém se aproxima com medo do seu mau humor. Ninguém excepto o curioso e destemido elefante pequenino.

Uma história simples, bonita e ternurenta sobre a amizade e o viver em harmonia com os outros.

Recomendo para maiores de 3 anos.

Margarida Fonseca Santos escreveu e Richard Câmara ilustrou.

Editora: EVEREST

 

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O TUBARÃO NA BANHEIRA

Este é um livro um bocadinho mais longo. É bom para ser lido por nós e também para leitura autónoma quando os miúdos já adquiriram essa capacidade.

Avô e neto vão pescar um peixe para pôr no aquário, mas o avô partiu os óculos e não vê um palmo à frente do nariz. Acabam por regressar a casa com um tubarão sem que o avô se aperceba do tamanho do “peixinho”.

Uma história super divertida e criativa com imensas peripécias para rir a bom rir.

Ao longo de todo o texto, vai sendo dado destaque a palavras “difíceis” como PERPLEXO, RESPLANDECENTE, ABESPINHADO, que os miúdos vão aprendendo facilmente entre gargalhadas.

Brilhante!

Recomendo para maiores de 5 anos.

Escrito por David Machado e ilustrado por Paulo Galindro. Estes dois nomes são para mim, sinónimo de muita qualidade.

PRÉMIO SPAUTORES na categoria infanto-juvenil

Editora: Editorial Presença

 

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UM DIA, UM GUARDA-CHUVA…

Uma história que surpreende a cada página.

Alguém se esquece de um guarda-chuva num autocarro, mas claro está que rapidamente há alguém que lhe pega e lhe volta a dar utilidade. Ao longo do dia o guarda-chuva esquecido vai passando de mão em mão e descobre novos donos e novas funções. Serve para afugentar um ladrão de carteiras, vai parar ao fundo do mar e até aparece na televisão. No final do dia acaba onde menos se espera…

As ilustrações convidam o leitor a encontrar em cada página ilustração os elementos que dão continuidade à história na página seguinte.

Recomendo para maiores de 4 anos.

Davide Cali escreveu e Valerio Vidal ilustrou.

1º Prémio ILUSTRARTE em 2012

Editora: Planeta Tangerina

UMA OVELHINHA SIMPÁTICA, UM RAPAZ QUE COME LIVROS E DOIS TROLLS REZINGÕES

Como prometi, aqui ficam as primeiras sugestões de livros para pormos os nosso miúdos a ler.

Boas Leituras! Divirtam-se!

 

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OVELHINHA DÁ-ME LÃ

O Manuel, desde que começou a andar, depois de lavar os dentes, à noite, vai direito à estante buscar um livro e deita-se na cama do Francisco de livro aberto à espera que lhe leiam uma história.Durante algum tempo ía sempre buscar o “Ovelhinha dá-me lã”.

Um livro muito doce para os mais pequenos.Uma história, em verso, muito simples e suave sobre uma ovelhinha que dá toda a sua lã para termos um Inverno quentinho e confortável.

Recomendo para maiores de 2 anos.

Isabel Minhós Martins escreveu e Yara Kono ilustrou. Que dupla maravilhosa!

Editora: Kalandraka

 

 

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O INCRIVEL RAPAZ QUE COMIA LIVROS

Um rapaz incrível que antes de começar a gostar de ler livros começou por gostar de os comer, literalmente.

Provou uma letrinha, gostou, ganhou-lhe o gosto e rapidamente começou a comer livros uns atrás dos outros. Até começarem os problemas…

Uma dentada na contracapa é a cereja no topo do bolo. Deliciosa e muito divertida, esta história escrita e ilustrada por Oliver Jeffers.

Recomendo para maiores de 4 anos.

Editora: Orfeu Mini

MELHOR LIVRO INFANTIL 2007 | Irish Book Awards

 

 

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GRUNXO E RONCÃO

Segundo o meu filho Francisco, estes são os dois Trolls mais rezingões e mais porcalhões do mundo inteiro.

Uma história de amizade muito divertida e que cativa os miúdos com os seus personagens invulgares e com as ilustrações super vibrantes e cheias de pormenores hilariantes.

Recomendo para maiores de 3 anos.

Tracey Corderoy escreveu e Lee Wildish ilustrou.

Editora: Minutos de Leitura

Vamos pôr os miúdos a ler

Depois do post triste, assustador e preocupante sobre as dificuldades que os miúdos de hoje têm com a leitura, decidi trazer esperança.

Enquanto pais podemos ajudar muito a evitar o problema. Podemos ler para eles enquanto são mais pequenos e ler com eles enquanto estão a aprender.  Temos que nos certificar que os nosso filhos adquirem a capacidade de ler e interpretar o que lêem e o que ouvem. Vamos lá pôr os miúdos a ler.

ALGUMAS DICAS QUE PODEM AJUDAR:

Leiam para os vossos filhos desde sempre. Não há idade para começar.Lerem juntos é uma forma poderosa para motivar os miúdos a ler pois deste modo, eles farão uma associação positiva entre a leitura e o tempo passado com os pais.

Deixem os vossos filhos mexer em livros. Ensinem-os desde cedo a manuseá-los e se uma ou outra página se rasgar, não é nada que fita cola e um pouco de paciência não resolvam.

Leiam. Os vossos filhos vão imitar. Há uma idade em que imitam tudo. Aproveitem isso e dêem o exemplo.

Conversem sobre os livros. Quando lerem para eles ou com eles, vão observando o seu rosto e os seus olhos. Tentem perceber se eles estão a perceber o que está a ser lido e no final conversem sobre o livro. Deixem os vossos filhos falar sobre o que leram. Se notarem dificuldade, não entrem em pânico, não os assustem nem os critiquem, tenham paciência e não desistam.

Façam de uma visita à biblioteca uma aventura. Há tanto para explorar. E porque não convidarem  alguns amigos dos vossos filhos para irem juntos à biblioteca?  Façam-se sócios e requisitem livros para levar para casa.

Deixem os miúdos escolher os livros que querem ler. São eles que têm que gostar. É esse o objectivo, certo?  É bom que façam sugestões, mas não os forcem a ler o que acham que eles deviam ler.

E porque não um clube do livro com os amigos ou com a turma? Na turma do Francisco, os pais estão a organizar-se nesse sentido. É muito fácil. Cada criança leva um livro para a escola para partilhar com os colegas. Semanalmente os livros rodam até que todos os tenham lido e cada livro volte ao seu dono. Lerem os mesmos livros, conversarem sobre eles e partilharem histórias tornam a leitura mais divertida e aliciante.

Livros sobre factos, com assuntos que lhes interessem, podem ser bons aliados na hora de motivar os que tendem a distrair-se com histórias muito longas.  Não têm que ser histórias, nem têm que ser para ler do início até ao fim. Enciclopédias infantis sobre animais, desporto, arte,  por exemplo, ou  livros sobre factos incríveis, são geralmente muito apreciados.

Leiam em conjunto. Quando os miúdos estiverem a começar a aprender a ler, leiam em conjunto. Interrompam a leitura de vez em quando e deixem os miúdos ler palavras simples. Isto fará com que vão ganhando confiança nas suas capacidades enquanto leitores.

Façam uma visita à feira do livro. Uma bela tarde de Sol, passada numa feira do livro pode ser uma experiência inesquecível. Depois da primeira visita do Francisco à feira do livro de Lisboa, ele começou a fazer um mealheiro para comprar livros no ano seguinte. Cada vez que arranja uma moeda, lá vai ele pôr na caixinha.

Não têm que ser livros. O mundo mudou e hoje gostar de ler não significa necessariamente gostar de ler livros. Há muita coisa boa na internet que os miúdos podem ler, mas atenção, não os deixem à vontade na escolha porque todos sabemos que há também muito lixo.

Oiçam livros. Nas viagens de carro, porque não recorrer a audio-livros para entreter os miúdos? É uma forma excelente de trabalhar a compreensão e interpretação de informação oral.

 

Nos próximos dias vou deixar-vos algumas sugestões de livros muito apreciados cá em casa pelos miúdos. Comprem, requisitem na biblioteca ou peçam ao Pai Natal. Divirtam-se à volta dos livros.

Até breve

 

O que vai mal na Escola em Portugal?

Antes de mais deixem-me que vos diga que não dediquei horas de estudo a esta questão nem andei a ler estudos à procura de uma resposta. Estou a basear-me simplesmente na minha experiência profissional. Esta é apenas a minha opinião e é apenas uma das várias respostas a esta pergunta.

Dou aulas há 16 anos. Tive 5 turmas por ano com uma média de 28 alunos por turma, aproximadamente. Ora isto quer dizer que tive cerca de 2240 alunos.

Já ouviram falar em analfabetismo funcional? Um analfabeto funcional é alguém que apesar de conhecer as letra e as conseguir juntar formando palavras e de conseguir ler frases simples e textos curtos, não desenvolveu a capacidade de interpretar o que lê. Um analfabeto funcional é também alguém que não consegue fazer operações matemáticas simples.

Nos últimos 7 ou 8 anos, a quantidade de alunos que tive com este problema é assustadora. Eu diria que cerca de 50% dos meus alunos nos últimos anos são analfabetos funcionais.

A dificuldade que estes alunos têm na aprendizagem de qualquer disciplina é enorme, mas o problema não acaba aqui. Estes alunos foram crescendo sentido que de ano para ano as matérias são mais difíceis e cada vez conseguem perceber menos do que está a ser leccionado nas aulas. A vergonha e a frustração de não se sentirem capazes instala-se. A desmotivação é enorme.

É como chegarmos à China e toda a gente falar connosco em Chinês exigindo que nós entendamos e respondamos e não podemos pura e simplesmente virar costas, entrar no avião e voltar para casa. Temos que lá ficar vários anos, dia após dia.

É bem mais fácil para estes alunos desligar e nem sequer ouvir o que está a ser dito, conversar com os colegas e pensar noutras coisas do que continuar a esforçar-se para perceber o que o professor está a dizer. Continuar esse esforço é demasiado cansativo e frustrante. Desligar a atenção da aula, pode ser divertido. Daí até se tornarem os rebeldes, os mal comportados, os rufias vai uma curta distância. Não só é menos frustrante como é bem aceite pelos colegas e ao nível da auto-estima, é bem melhor chumbar ano após ano por ter um comportamento desajustado do que por não ser capaz de aprender. Se o motivo do insucesso for o mau comportamento, o aluno está no controlo da situação, é ele que escolhe comportar-se mal e isso fá-lo sentir-se melhor do que na situação de não ser capaz de ter sucesso independentemente dos esforços que faça.

Porque é que isto acontece não sei explicar. Talvez algum colega com experiência no pré-escolar ou no 1º ciclo consiga dar resposta a esta questão. O que eu sei é que é assim que muitos alunos chegam ao 7º ano e que por isso não aprendem e devido ao seu comportamento, impedem os outros de aprender.

É triste. É muito triste e também muito assustador pensar no futuro do nosso país.

😦